Fonte: Messari Research, publicado em 18 de dezembro de 2025 (relatório anual de aproximadamente 100.000 palavras, destilado por análises de IA e humanas em resumos como o da PANews).
TL;DR: O relatório da Messari delineia 60 tendências chave para o cripto em 2026, marcando uma transição da especulação para integração sistêmica, com ênfase em stablecoins como ferramentas de política monetária dos EUA, tokenização de ativos reais (RWAs) alcançando trilhões onchain, evolução de DeFi para plataformas modulares, AI descentralizada resolvendo escassez de dados, e consumer crypto impulsionando memecoins, NFTs e finanças sociais.
Resumo Completo:
- Introdução e Visão Geral: O relatório anual da Messari analisa forças de mercado, mudanças narrativas e alterações estruturais no cripto, centrado em sete seções principais: Criptomoedas Principais & Layer 1s, Stablecoins & Política Monetária, Tokenização de Ativos do Mundo Real (RWA), Evolução de Finanças Descentralizadas (DeFi), AI Descentralizada (DeAI) & Dados, DePIN, Cripto Consumer & Finanças Sociais, e Estrutura de Mercado & Regulação. Observações iniciais destacam o Bitcoin como "ouro digital" com correlação positiva ao suprimento de stablecoins, Ethereum como camada de liquidação institucional com L2s lidando com a maioria das transações, e Solana dominando retail e memecoins. Outras chains como Ripple (XRPL), Stellar, Hedera, BNB Chain, TRON, Sui, Aptos e Polygon focam em nichos como DeFi institucional, pagamentos, RWA, infraestrutura enterprise e finanças consumer. Metodologias incluem análises de correlações (ex.: ZEC-Bitcoin em 0.24 como hedge de privacidade), receitas (ex.: TRON >$500M anuais; Helium Mobile $21M), tamanhos de mercado (RWA $18B até 2025; stablecoins dobrando para >$600B) e volumes de trading (mercados de previsão de $1,7B para $9,2B pós-eleição; Hyperliquid 28T).
- Criptomoedas Principais & Layer 1s:
- Se L1s não crescerem, fundos fluirão para Bitcoin; ETH permanece "irmão menor" do Bitcoin, com suporte institucional mas sem independência plena.
- Correlação ZEC-Bitcoin caiu para 0.24, atuando como hedge de privacidade.
- Moedas dedicadas a aplicações (ex.: Virtuals Protocol para agentes AI, Zora) emergem como tendência.
- Ethereum L2s lidam com maioria das transações, mas tokens performam mal; Base lidera em receita (62% das transações L2), Arbitrum em DeFi.
- Solana reina no retail e especulação, dominando volume spot e memecoins.
- Ripple transforma XRPL em chain amigável a DeFi institucional com features de compliance.
- Stellar foca em stablecoins e pagamentos (taxas baixas de $0,00055 por transação).
- Hedera visa infraestrutura enterprise regulada, focando em RWA e AI verificável.
- BNB Chain beneficia de 290M usuários da Binance, com Alpha como incubadora.
- TRON domina transferências USDT em mercados emergentes, com receitas >$500M anuais.
- Sui evolui para plataforma full-stack unificada.
- Aptos engine para tokenização de ativos e trading global 24/7 sem intermediários.
- Near Intents como camada fundacional para cross-chain + proxies AI.
- Polygon mira pagamentos, integrando stablecoins e processadores; app de pagamentos excede $1B mensais, mirando $2,5-3B/mês em 2026.
- Chains de stablecoins como Arc e Tempo competem com SWIFT, ACH e processadores, trazendo pagamentos offline para blockchain (Arc para FX institucional; Tempo para merchants cross-border).
- Framework de avaliação L2 da Messari (Disruption Factor): Arbitrum One em 1º (69.5, economia DeFi sustentável); Base em 2º (67.1, liderança Coinbase em usuários/transações/receita/narrativa).
- Stablecoins & Política Monetária:
- Stablecoins de ferramentas especulativas para "armas monetárias" dos EUA via GENIUS Act (2025), transformando-as em instrumentos de política.
- Tether domina em países em desenvolvimento (lucros altos, valuation ~$500B); instituições como JPMorgan, Bank of America, Citigroup, PayPal, Visa, Google competem em mercados desenvolvidos.
- Cloudflare e Google constroem stablecoins/protocolos para transações AI-assistidas.
- Taxas de juros caem em 2026, impulsionando stablecoins com yield (ex.: spreads de empréstimos, arbitragem, empréstimos colateralizados por GPU; USDe da Ethena).
- Stablecoins entram na vida cotidiana: plataformas como Remitly, Western Union lançam; suprimento dobra para >$600B; moedas específicas (USDH, CASH, PYUSD) competem.
- Tokenização de Ativos do Mundo Real (RWA):
- RWAs alcançam $18B até 2025, projetados para trilhões onchain; foco em títulos governamentais e crédito; DTCC aprova tokenização de securities EUA; maioria em Ethereum (64%), mas instituições usam chains privadas.
- Ethereum como "centro de liquidação" para instituições e grandes valores.
- Stablecoins com receita exógena: yields de fluxos offchain reais; mais produtos (crédito, imóveis, energia) onchain.
- Empréstimos colateralizados por RWA dominados por home equity (Figure com $14,1B em empréstimos ativos).
- RWAs "estranhos" como hotspot consumer: cards colecionáveis, whiskey, roupas, skins CS, figurinos tokenizados.
- Evolução de Finanças Descentralizadas (DeFi):
- Chainlink lidera oráculos DeFi, mas receita nova de serviços de dados institucionais (orçamentos altos; Bloomberg $10,6B anuais).
- Privacidade cross-chain: THORChain + Monero para trocas transparentes-privadas; Chainlink Confidential Compute para dados institucionais sensíveis.
- DEXs integram wallets, bots e launchpads para lucros (wallets, bots de trading, emissão de ativos).
- Empréstimos modulares (Morpho) superam monolíticos (Aave); Morpho disputa market share da Aave.
- Contratos perpétuos de ações como tendência, permitindo trading global alavancado; hotspot em 2026 para interseção trad-crypto.
- Bancos DeFi como camada de distribuição mainstream: integram poupança, transações, cartões, remessas em wallets permissionless.
- Mercados de previsão precificam TGEs: tornam-se mercados diretos para precificação de risco, hedging e info real-time.
- DeFi Bancos possivelmente mainstream em 2026.
- AI Descentralizada (DeAI) & Dados:
- Coleta de dados de alta qualidade para AI descentralizada (ativa/passiva) mais lucrativa; redes de computação descentralizada (DCN) encontram novo caminho.
- Dados de ponta na era de escassez AI: dados públicos esgotados; foco em complexos, multimodais.
- Mais empresas anunciam colaborações com labs AI para coleta passiva de dados em 2026.
- DeAI Labs treinam modelos open-source fortes/médios até 2025; labs líderes: Prime Intellect, Nous Research, Gensyn, Pluralis.
- Negócios de agentes em pequena escala decolam em 2026; X402 em alta, ERC-8004 dá identidades onchain a agentes.
- Três possibilidades para DeFAI (AI + DeFi): integração vertical, AI embutida, coordenação modular.
- Bittensor como rei de plataformas Darwin; ecossistema de subnets independentes.
- Segurança de smart contracts: AI como espada de dois gumes (ajuda a escrever código, mas habilita hacks); defesa de auditorias pré-deployment para proativa contínua.
- Escassez de AI prevista; integração futura esperada; agentes AI como camada essencial, não substitutos do julgamento humano.
- DePIN (Infraestrutura Física Descentralizada):
- Integração vertical DePIN (recursos em produtos completos) mais lucrativa; ex.: Helium Mobile com $21M anuais (nº1 em DePIN).
- Oportunidade DePIN 2026: DePAI para coleta de dados AI via robôs/sensores globais.
- Lançamentos 2026 para dados de física AI: BitRobot, PrismaX, Poseidon.
- InfraFi investe fundos onchain em nova infra; USD.Ai empresta para startups AI comprarem GPUs.
- SEC vê tokens DePIN não como securities; regs claras impulsionam startups.
- Cripto Consumer & Finanças Sociais:
- Era do cripto consumer-grade chega: memecoins, NFTs, social media, wallets, games.
- Mercados de previsão surgem pós-eleição EUA; crescimento mais rápido em esportes e cultura.
- Financeirização de social media promissora: crypto transforma conteúdo; economia de criadores para $480B até 2027; Zora promissora em 2026.
- Estrutura de Mercado & Regulação:
- Após memecoins, alts com fundamentos fortes revertem.
- Maior vencedor 2026: wallets; todas as estradas levam a wallets, integrando ferramentas trad e crypto.
- Dinheiro esperto busca estratégias "lock-up + hedging" em 2026; ex.: veAERO lock com retorno >40%.
- Quatro tracks aceleram em 2026: infra onchain embeda funções financeiras reais; tokenização de ativos trad; IPOs crypto; super apps financeiros.
- Tendências Gerais e Implicações: Sentimento cripto melhora em 2026; Bitcoin como ativo macro; alts como ações tech de alto crescimento, muitos caindo para valuações razoáveis; divergência clara de mercado; financeirização de social media; infra onchain embedendo funções reais; tokenização borrando classes de ativos; IPOs crypto; super apps para wallets. Riscos: desafios de segurança AI, incertezas regulatórias se não clarificadas. Oportunidades: stablecoins com yield em taxas baixas; empréstimos colateralizados RWA; DEXs bundling; DePAI para robótica; mercados de previsão expandindo; wallets como interfaces primárias.